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03 abril, 2014

Como hits são decodificados em usuários e sessões?

Google Analytics utiliza um modelo de dados baseado em 3 componentes principais: usuários, sessões e interações para organizar os dados exibidos em seus relatórios. Esses componentes são gerados a partir de hits, que o código de rastreamento envia ao Google Analytics.

Usuários e sessões são fatores de extrema importância dentro do modelo de organização dos dados no Google Analytics, já que todos os relatórios gerados dependem disso para exibir dados.

Como hits são decodificados em usuários?

Identificação de visitante único
Fig. 01 – Identificação de
visitante único
A primeira vez que um equipamento digital carrega o conteúdo de uma página na web que possui o código de rastreamento do GA, um hit (pacote de dados) é automaticamente criado e identificado com um número dinâmico (random), anônimo e único (ID). Esse hit devidamente identificado com um ID único é então enviado aos servidores do Google Analytics.

Hit e ID no Google Analytics
Fig. 02 – Hit e ID no
Google Analytics
Por meio desse ID, os servidores do Google podem identificar o usuário e o equipamento digital utilizado por ele. No Google Analytics, cada número de identificação (ID) corresponde a um usuário único (também chamado de visitante único).

Sempre que um novo ID é detectado em um hit, o Google Analytics registra esse número como sendo um novo usuário. Quando o Google Analytics detecta em um hit um ID já existente, este é registrado como um usuário recorrente.

  • Novo ID = novo usuário

  • ID já existente = usuário recorrente
O que ocorre quando o usuário deleta cookies?
Fig. 03 – O que ocorre quando o
usuário deleta cookies?

Entretanto, é possível que esse ID seja apagado pelo usuário ou retorne às configurações originais (reset). Isso acontece se o usuário apaga os cookies de seu browser ou desinstala e depois reinstala um aplicativo móvel, por exemplo.

Nesses casos, na próxima vez que esse usuário acessar seu site, o Google Analytics o identificará como um novo usuário, já que ele receberá automaticamente um novo ID, diferente do que ele possuía anteriormente. Dessa forma, um usuário recorrente acaba sendo registrado como novo usuário.

Por padrão (default), esse ID criado automaticamente pelo Google Analytics serve para identificar o usuário, mas também o equipamento digital que ele utilizou. Você também pode modificar a maneira como o GA cria e assina esses IDs, conforme suas necessidades.

ID e cross-device no Google Analytics
Fig. 04 – ID e cross-device no Google Analytics

Ao invés de utilizar um número dinâmico (random) criado pelo Google Analytics, você pode definir que esse número seja substituído por um outro, definido por você. Esse artifício permite que você identifique usuários que navegam pelo seu website utilizando diferentes tipos de equipamentos digitais (desktop, tablet, smartphone etc).


Atribuindo um ID personalizado aos seus visitantes
Fig. 05 – Atribuindo um ID personalizado aos seus visitantes

Como hits são decodificados em sessões?

Uma sessão no Google Analytics corresponde a um conjunto de interações do usário com o website em um determinado intervalo de tempo. Essas interações (que podem ocorrer sob a forma de pageviews, eventos ou transações) também são capturadas e registradas pelos hits.

Sessão é justamente esse intervalo de tempo no qual as interações entre usuário e website acontecem. Por padrão (default), uma sessão corresponde ao intervalo de 30 minutos.

Um único usuário pode possuir várias sessões. Essas sessões podem ocorrer ao longo de um mesmo dia ou ao longo de vários dias, semanas ou meses. Assim que uma sessão termina, há a possibilidade de iniciar uma nova sessão.

Entenda como funcionam as sessões no Google Analytics
Fig. 06 – Entenda como funcionam as sessões no Google Analytics

Quando uma sessão começa?

Uma nova sessão começa sempre que o Google Analytics detecta um novo hit de um usuário, seja sob a forma de pageview, um novo evento ou uma nova transação de comércio eletrônico.

Quando um usuário acessa o seu website, um hit é registrado, identificado com um ID único e enviado aos servidores do Google Analytics. Caso ele abra uma nova página dentro do mesmo website, um novo hit será registrado e processado como parte da mesma sessão, que se iniciou com o hit anterior.

Quando um novo usuário acessa o seu website pela primeira vez, uma sessão será iniciada automaticamente e ele será identificado como um novo usuário em seus relatórios do GA. Quando esse usuário retornar ao seu website, uma outra sessão será iniciada automaticamente e ele será identificado como um usuário recorrente.

Tempo limite de uma sessão no Google Analytics
Fig. 07 – Tempo limite de uma
sessão no Google Analytics
Quando uma sessão termina?

O tempo de expiração de uma sessão, também conhecido como timeout length, pode ser ocasionado devido a várias situações.

Uma sessão se encerra:

  • após 30 minutos sem atividade no website (mesmo que o usuário não tenha deixado o seu website) – pois o GA deixa de receber hits.

    Ex: o usuário sai para almoçar e deixa o seu website aberto na tela do computador por 1 hora.
  • no final do dia, à meia-noite – padrão definido pelo GA.
  • quando o usuário completa uma transação ou ação definida como evento.
  • se houver qualquer modificação relacionada à origem pela qual o usuário acessou o seu website.

    Essas modificações pode estar relacionadas a:
    • alteração do link utilizado para acessar o website
      (definida pelo cookie utm_source)
    • alteração da mídia utilizada para acessar o website
      (definida pelo cookie utm_medium)
    • alteração do nome da campanha utilizada para acessar o website
      (definida pelo cookie utm_campaign)
    • alteração do termo da campanha utilizada para acessar o website
      (definida pelo cookie utm_term)
    • alteração do conteúdo da campanha utilizada para acessar o website
      (definida pelo cookie utm_content)
    • alteração na identificação da campanha utilizada para acessar o website, ou seja, ID
      (definida pelo cookie utm_id)
    • alteração do browser utilizado para acessar o website
    • alteração do tipo de campanha do AdWords utilizada para acessar o website
      (definida pelo cookie gclid)

      Ex: O usário acessou o seu website através do Chrome, saiu e retornar através do Internet Explorer.

Quando uma nova sessão se inicia no GA?
Fig. 08 – Quando uma nova
sessão se inicia no GA?

Após qualquer uma das situações descritas acima, uma nova sessão se iniciará automaticamente quando o usuário retornar ao seu website.





Atenção
Os dados de cada sessão são registrados de forma independente, ou seja, não se misturam com os dados de uma outra sessão.

O tempo de duração padrão (default) de uma sessão é de 30 minutos, adequado à maioria dos websites e aplicativos móveis. Entretanto, o tempo de duração da sessão pode ser alterado em qualquer momento para melhor se adequar aos objetivos do seu negócio.

O tempo de duração da sessão pode variar entre:

  • Mínimo = 01 minuto
  • Máximo = 04 horas

Como configurar o tempo de uma sessão no GA?
Fig. 09 – Como configurar o tempo de uma sessão no GA?

Alteração no tempo de duração da sessão pode fazer sentido se os usuários do seu website passam a ser considerado inativos ao assistirem um vídeo com duração maior do que 30 minutos, por exemplo.

 

24 março, 2014

Visão geral sobre o processamento e a configuração de dados no GA

Processamento de dados no GA
Fig. 1 – Processamento de dados no GA

Processamento e configuração são dois componentes que trabalham juntos para organizar e transformar os dados coletados nas informações visíveis nos relatórios do Google Analytics.

 

Durante o processamento, ocorrem 4 transformações fundamentais sobre os dados coletados. É possível controlar parte dessas transformações utilizando as configurações de suas Propriedades de Perfis.

 

Transformações ocorridas durante o processamento de dados no GA

Fatores que influenciam o processamento de dados no GA
Fig. 02. – Fatores que influenciam o processamento de dados no GA

  1. O Google Analytics organiza os hits coletados em usuários e sessões.

    Há uma série de regras padrões utilizadas pelo Google Analytics para diferenciar usuários e sessões, mas você pode alterar algumas delas ao acessar as configurações disponíveis no módulo de administração do Google Analytics.

  2. Informações provenientes de outras origens de dados podem ser agregadas aos dados coletados pelo código de rastreamento do Google Analytics, como dados provenientes do Google AdWords, Google AdSense ou Google Webmaster Tools.

    É possível configurar o GA para importar dados de outros sistemas que não pertencem ao Google, ou seja, informações provenientes de outros websites (também conhecidos como third-party data) podem ser importadas aos dados do GA.

  3. O processamento de dados irá modificar os dados de acordo com qualquer regra de configuração adicional que você tenha definido, como a aplicação de filtros para incluir e/ou excluir determinadas informações ou alterar formatos de exibição de dados, por exemplo.

  4. Os dados passam por um processo chamado aggregation, no qual os dados são prepadados para serem exibidos em diferentes relatórios. Assim, o Google Analytics organiza e salva os dados em banco de dados, que permitirão que os dados sejam rapidamente acessados para gerar visualizações de relatórios padrões ou customizados no GA.

 

Compreendeer a maneira como os dados são processados e configurados lhe permite acompanhar e controlar melhor o que ocorre durante o processamento, contribuindo para uma melhor interpretação e administração de dados em seus relatórios GA.

 

18 março, 2014

Protocolo de mensuração sobre a coleta de dados

A coleta de dados para websites é feita por meio de um código em JavaScript, a coleta de dados para aplicativos móveis é feita por meio da tecnologia SDK, mas como ocorre a coleta de dados em outros tipos de equipamentos digitais?

 

Protocolo de mensuração
Fig. 01 – Protocolo de mensuração

Para mensurar dados provenientes de um ponto de venda ou atividades dos usuários em um quiosque ou terminal de caixa eletrônico bancário, por exemplo, você precisará utilizar um protocolo de mensuração para enviar dados de qualquer equipamento digital conectado à web para o Google Analytics.

 

Considerando a coleta de dados em websites e aplicativos móveis, o código de rastreamento cria hits automaticamente e os envia ao Google Analytics. Porém, em outros equipamentos digitais, você deve criar os hits manualmente para poder coletar os dados. O protocolo de mensuração de coleta de dados define como construir esses hits e como envia-los ao Google Analytics.

Hits nos protocolos de mensuração do Google Analytics
Fig. 02 – Hits nos protocolos de mensuração do Google Analytics

 

Para coletar dados dos usuários em um terminal de caixa eletrônico bancário, por exemplo, vamos definir que um hit seja criado toda vez que um usuário visualizar uma tela do terminal. Haverá um parâmetro no hit para identificar a resolução da tela.

Parâmentros nos hits do Google Analytics
Fig. 03 – Parâmentros nos hits do Google Analytics

 

Esse parâmetro específico corresponderá à dimensão "resolução de tela" no relatório do Google Analytics que segue abaixo:

 

Público Alvo Tecnologia > Navegador e sistema operacional > Resolução de tela.

 

Assim como o código de rastreamente em JavaScript e em SDK, que inclui um número de identificação da conta do GA (UA-XXXXXX-X) em cada hit, você também deve adicionar um número de identificação UA-XXXXXXXX-X em cada hit enviado ao Google Analytics por meio de um protocolo de mensuração.

Código de identificação nos hits do GA
Fig. 04 – Código de identificação nos hits do Google Analytics

 

Isso garantirá que a informação coletada seja exibida na conta Google Analytics e na Propriedade especificada por você.

 

Quais parâmetros podem (e devem) ser incluídos nos hits?

Todos os parâmetros que você pode incluir nos hits são explicados na documentação de Desenvolvedores do Google Analytics: developers.google.com/analytics.

 

17 março, 2014

Coleta de dados para aplicativos móveis

Tecnologia SDK
Fig. 01 – Tecnologia SDK

Com o Google Analytics, você também pode coletar e analisar dados para seus aplicativos móveis. Entretanto, a tecnologia utilizada para aplicativos móveis é diferente da utilizada em websites. Neste caso, ao invés de utilizar um código de rastreamento baseado em JavaScript, Google Analytics utiliza um SDK – Kit de Desenvolvimento de Software. Há SDKs diferentes para cada sistema operacional, incluindo Android e iOS.

 

SDK coleta informações sobre o usuário, as páginas acessadas por eles, o tipo de aparelho móvel utilizado e com que frequência o usuário acessa a app. Esses dados são armazenados e reúnidos sob a forma de hits e enviados para sua conta do GA.

Dispatching
Fig. 02 – Dispatching

 

Entretanto, diferente do código de rastreamento em JavaScript (para websites), os dados provenientes de aplicativos móveis são armazenados localmente, no dipositivo móvel em que os hits foram gerados e depois os envia para sua conta do Google Analytics. Esse processo de "despachamento de dados" é conhecido como dispatching.

 

A coleta de dados em aplicativos móveis utiliza dispatching por 2 motivos:

  1. Aplicativos móveis podem perder seu sinal de conectividade com a internet. Assim, quando o equipamente está disconectado da web, o SDK não pode enviar qualquer informações de hit ao Google Analytics.

  2. Enviar dados ao Google Analytics em tempo real pode reduzir o tempo de vida da bateria do equipamento. Por isso, o SDK despacha hits automaticamente da seguinte forma:

      Android X iOS
      Fig. 03 – Android X iOS
    • Equipamentos Android: despacho de hits a cada 30 minutos

    • Equipamentos iOS: despacho de hits a cada 02 minutos

 

 

Você pode modificar essa janela de tempo no seu código de rastreamento para controlar o impacto na vida útil da bateria do equipamento.

 

Funções importantes do SDK: Diferenciação de usuários

User ID
Fig. 04 – User ID

Quando um aplicativo é acessado pela primeira vez, o Google Analytics SDK gera um marcador anônimo único para que identifica o equipamento, semelhante ao método utilizado pelo código de rastreamento de websites. Cada marcador anônimo corresponde a um único usuário no Google Analytics.

 

Se o aplicativo sofrer um update para uma nova versão, o identificador presente no equipamento permanece o mesmo.

Novo ID do usuário
Fig. 05 – Novo ID do usuário
Entretanto, se um aplicativo for desinstalado, o marcador do Google Analytics SDK também será eliminado.

 

Caso o aplicativo seja reinstalado, um novo marcador anônimo único será criado para identificar esse equipamento.
O resultado é que esse usuário será identificado como um novo visitante, ao invés de uma visitante que está retornando ao aplicativo. Apesar disso, nenhum outro impacto será observado em seus relatórios do Google Analytics.

 

A tecnologia SDK oferece um caminho relativamente simples para rastrear as atividades do usuário em um aplicativo móvel, coletanto a maioria das informações que você precisa obter sem a necessidade de qualquer configuração adicional. Claro que há diversas opções de modificar o código de rastreamento, a fim de coletar informações personalizadas sobre os seus usuários, suas sessões e interações com aplicativos móveis.

 

15 março, 2014

Coleta de dados para websites

Google Analytics utiliza diferentes tecnologias para rastrear e mensurar o comportamento dos usuários. No caso dos websites, Google Analytics fornece um código de rastreamento padrão em JavaScript. Esse código faz referência a uma biblioteca JavaScript analytics.js, que controla quais dados serão coletados.

Analytics.js
Fig. 01 – Analytics.js

 

Para que o rastreamento seja efetuado, basta inserir o código de acompanhamento do Google antes da Tag </head> no código HTML de todas as páginas de seu website, que você deseja rastrear. Esse código JavaScript gera um hit de pageview toda vez que a página é carregada por um usuário.

 

Recomendações importantes (best practices):

  • Inserir o código de rastreamento do Google em todas as páginas do seu website.

Caso o código de rastreamento do Google não esteja presente em todas as páginas de seu website, você não estará hábil a obter uma visão ampla sobre todas as interações entre usuários e website ocorridas dentro de uma sessão.

  • Posicionar o código de acompanhamento do Google antes da Tag no código HTML.

É recomendado posicionar o código de acompanhamento do Google antes da Tag </head> no código HTML, pois isso permite a execução do código de rastreamento mesmo que o usuário navegue para outras páginas, antes do carregamento completo da página acessada.

Inserindo o GATC no código HTML
Fig. 02 – Inserindo o GATC no código HTML

 

Detalhes sobre a execução do código de rastreamento

Quando um usuário acessa o seu website, o browser começa a processar o código HTML da página. Esse processamento começa pelo cabeçalho e segue até o footer (rodapé) da página. No momento em que o processamento atinge o código de acompanhamento do Google, o rastreamento será ativado, enviando informações sobre o usuário para os servidores do Google. Esse envio ocorre de forma assíncrona, ou seja, de forma paralela, independente e em segundo plano, sem interferir na velocidade de carregamento dos demais elementos da página.

 

Quando o código de rastreamento do Google é processado, ele cria automaticamente um identificador que permite distinguir cada usuário, marcando-os de forma única e anônima, por meio de cookies.

Cookies no Google Analytics
Fig. 03 – Cookies no Google Analytics

 

Por padrão (default), o Google Analytics utiliza apenas first-party cookies, ou seja, somente website ou domínio que implementou o cookie pode reacessa-lo e interpeta-lo. Assim, somente o Google Analytics pode acessar, ler e interpretar os cookies (identificadores) criados por ele.

 

First-Party cookies é uma medida de segurança presente em todos os browsers, mas você também pode criar e implementar a sua própria estratégia para cookie, a fim de identificar os usuários (visitantes).

 

Quando uma página é carregada, o código JavaScript coleta informações sobre o próprio website, como o endereço eletrônico (URL) da página que está sendo acessada, assim como o idioma definido no browser, o nome do browser (Firefox, Chrome, Safari, Opera, Internet Explorer etc), o tipo de equipamento eletrônico utilizado para acessar o website (desktop, mobile, tablet etc) e o sistema operacional (Windows, Marchintosh, iOS, Linux, Android etc) que foi utilizado para acessar o browser. Todas essas informações são reúnidas e enviadas aos servidores do Google sob a forma de pageview hit (um hit em forma de pageview).

 

Pageview hit no Google Analytics
Fig. 04 – Pageview hit no Google Analytics

Esse processo é repetido toda vez que uma página é carregada no seu website.

 

07 março, 2014

Conta, propriedade e perfil no GA

Uma vez criada uma conta no Google Analytics, o Google cria automaticamente uma Propriedade e um Perfil para você. Ambas são exibidas logo após o login e podem ser reconhecidas de acordo com a estrutura hierárquica exibida na figura abaixo.
Conta, Propriedade e Perfil no Google Analytics
Fig. 01 – Conta, Propriedade e Perfil no Google Analytics
Ter pelo menos uma Propriedade e um Perfil é condição sine qua non para acessar os relatórios de dados coletados para o seu website.

CONTA
A sua conta do Google Analytics funciona de forma análoga a um porta-arquivo clássico de escritório. Cada porta-arquivo corresponde a uma conta do GA. A conta corresponde ao nível de administração mais elevado, mas também, o mais genérico. É somente nesse nível onde se pode excluir usuários no GA, excluir filtros ou vincular sua conta ao Google Adwords ou ao Google AdSense.
Conta no Google Analytics
Fig. 02 – Conta do Google Analytics
Cada conta (porta-arquivo) possui, no mínimo, uma propriedade (gaveta) e um perfil (pasta suspensa). Mas nada impede que uma conta possua várias propriedades, cada uma com vários perfis. Ou ainda que você possua várias contas do GA, lembrando que o limite é de 100 contas por e-mail cadastrado.

A esta altura, você deve estar se perguntando quais são os critérios que devem ser levados em consideração para definir isso. Mas antes, vamos entender o que é e para que serve uma propriedade.

PROPRIEDADE
A propriedade (gaveta) serve basicamente para ajudar a organizar a coleta de informações por parte do GA. Informações essas que serão exibidas depois nos diversos relatórios. A propriedade serve para atender diferentes propósitos.

Por exemplo, para armazenar de forma separada informações do site (Propriedade 1) e do blog (Propriedade 2), já que é possível que leitores do seu site e do seu blog tenham comportamentos diferenciados. Leitores do site podem ser clientes que o acessam para se logar em áreas específicas ou possíveis clientes, que buscam informação sobre o seu produto. Leitores do blog estão interessados em informações, mas nem todos fazem parte do seu público alvo.

Propriedades também servem para analisar diversos subdomínios de forma independente como .com, .com.br, .it, .es, .co.uk... caso você tenha um site disponível em vários idiomas.

Fig. 03 – Account Setup Google Analytics - Best Practices

Propriedade no Google Analytics
Fig. 04 – Propriedade no Google Analytics

A propriedade corresponde ao nível de administração técnico. É aqui onde estão detalhes importantes como o seu código de acompanhamento do Google Analytics, por exemplo. Nesse nível você também define a URL (endereço) do seu site, blog etc.
Entre outras funções técnicas importantes realizadas no nível da propriedade, podemos citar:

  • integração com o Google Webmaster-Tools
  • configuração do tempo da sessão
  • gerenciamento dos mecanismos de pesquisa orgânica (google.com.br, bing.com, yahoo.com etc)
  • adição/exclusão de sites de referência
  • exclusão de termos de pesquisa orgânica
  • criar dimensões e métricas personalizadas
  • configuração de redes sociais


Aqui também é possível administrar usuários, que terão o direito de visualizar ou modificar as informações disponíveis nesse nível. Mas lembre-se que os usuários só poderão ser EXCLUÍDOS no nível da conta.

O limite de propriedades que você pode criar por conta GA depende da quantidade de perfis que você tiver. Considerando que o limite de perfis por conta GA é 50 e cada propriedade tem que ter pelo menos um perfil, esse limite pode variar, mas, jamais passará de 50 propriedades (se você tiver apenas um perfil por propriedade).

ATENÇÃO:

  1. Não é indicado utilizar propriedades para diferenciar os seus clientes
    (ex: cliente 1 = propriedade 1, cliente 2 = propriedade 2). Isso porque, ao atribuir o papel de administrador para qualquer um de seus clientes e/ou funcionários, você também estará habilitando essa pessoa a visualizar informações de outros clientes, ferindo questões éticas e profissionais. Você não gostaria que seu concorrente soubesse a receita gerada pela sua empresa no mês passado, né?
  2. Importante: Não é possível reagrupar informações entre uma propriedade e outra posteriormente, pois cada propriedade recebe um código de acompanhamento único. Portanto, pense bem antes de agrupar ou segmentar a coleta de dados. Claro que, como tudo na vida, há prós e contras.


PERFIL ou VISUALIZAÇÃO DE PROPRIEDADE
Toda propriedade precisa de, pelo menos, um perfil. É no nível do perfil (pasta suspensa, no nosso exemplo) que serão exibidas as informações coletadas pela propriedade.
Perfil no Google Analytics
Fig. 05 – Perfil no Google Analytics
Essas informações são exibidas em forma de relatórios, que você já deve conhecer. É possível ter vários perfis dentro de uma propriedade. Não esqueça que o máximo permitido são 50 perfis por conta GA.

Os perfis exibem informações de forma paralela e independente, ou seja, as alterações que você fizer em um perfil não afetarão os demais. Assim, um perfil pode ser duplicado, modificado ou excluído, sem que os demais sofram qualquer alteração. Da mesma forma é possível criar dashboards personalizados, metas, alertas e filtros diferentes para cada perfil, sem afetar os demais.

Essa característica permite que cada visualização do perfil seja modificada a partir da aplicação de filtros. Os filtros modificam os dados coletados pela propriedade e servem para diferentes propósitos, seja para excluir o seu tráfego interno ou para exibir apenas visitantes de uma determinada região ou ainda para exibir informações específicas do seu site.

Essa última função pode ser bastante útil para distribuir somente as informações pertinentes a cada setor da sua empresa, sem sobrecarrega-los com excesso de dados. O departamento de marketing provavelmente precisa de informações diferentes do departamento de TI, por exemplo. Outra aplicação interessante dessa funcionalidade é quando se quer analisar algo de forma isolada, por exemplo: se o setor de notícias é o que mais atrai leitores para o seu site, vale à pena investiga-lo mais a fundo.

É nesse nível administrativo onde você define uma série de detalhes importantes relacionados aos dados que devem ser exibidos nos relatórios do GA

  • fuso horário
  • moeda local
  • ativar/desativar a função e-commerce
  • ativar/desativar o acompanhamento de pesquisa interna
  • criar alertas personalizados
  • definir metas
  • agrupar conteúdos
  • administrar modelos de atribuição de canais que participam do e-commerce


ATENÇÃO:

  1. Ainda que os filtros sejam extremamente úteis, é importante manter um perfil não filtrado, ou seja, sem filtros. A partir do momento que um filtro é aplicado, as informações coletadas pela propriedade são modificadas. Considerando que não é possível reprocessar essas informações caso haja algum erro. Isso significa que as informações excluídas pelo filtro serão definitivamente perdidas.
  2. Por uma questão de segurança, é importante ter sempre um perfil para testar filtros, métricas e dimensões personalizadas, eventos ou quaisquer outras alterações realizadas antes de aplica-las ao seu perfil principal. Isso evita a perda de dados ou desvios nos dados de seu perfil principal durante o período de testes.


Como organizar sua conta GA?
Claro que cabe a você identificar qual é a maneira mais adequada de organizar os seus dados no Google Analytics, conforme as necessidade do seu site, empresa ou negócio. Entretanto, há algumas considerações que eu julgo bastante importantes e que devem ser pensadas desde o início.

Website e blog devem ter uma propriedade única ou serem alocados em uma mesma propriedade?
Antes de responder a essa pergunta, preciso esclarecer um assunto importante: sampling. A grosso modo, podemos dizer que o sampling é um recurso estatístico que ao invés de exibir absolutamente todos os dados coletados, exibi-se apenas uma amostra (parte do todo), a partir da qual se pode inferir tendências gerais.

Para agilizar o processo de exibição de dados nos relatórios, o GA utiliza o sampling sempre que:

  • um site recebe mais do que 10 milhões de hits*
  • um site recebe mais do que 100 mil visitas por mês
  • o número total de visitantes para uma propriedade, no período de tempo selecionado, ultrapassa a marca de 500 mil visitantes

Por hits* entende-se uma determinada ação realizada no site que pode ser o fato de gerar uma pageview, disparar um evento ou fazer uma transação.

O resultado prático é que apenas uma parte dos dados coletados serão processados e exibidos em seus relatórios do GA.

Como evitar o sampling?

Os prós...
Para evitar que isso aconteça, pode ser que seja necessário segmentar a coleta de informações em várias propriedades diferentes, a fim de reduzir os riscos de atingir esses limites.

Grandes corporações ou proprietários de websites que possuem tráfego superior a esse limite devem refletir sobre a possibilidade de migrar para o Google Premium, a versão paga do Google Analytics ($ = por volta de 150 mil dólares por ano), na qual é possível exportar relatórios sem sampling em formato CSV.

Os contras...
Por outro lado, segmentar os dados em diferentes propriedades conta com o inconveniente de que as informações serão exibidas em relatórios separados e não poderão ser integrados em uma única interface. Uma solução para permitir essa "integração" é criar uma nova conta, na qual todas as instâncias do seu website (site principal, blog, área de login etc) são agrupadas em uma propriedade. Esse recurso é conhecido como Roll-up Report.

O sampling será aplicado, mas você poderá ter uma visão geral de seu negócio em um único relatório. Isso é mais recomendado para departamentos administrativos estratégicos, que precisam de uma visão geral para definir investimentos futuros ou identificar novos mercados de atuação, mas o fazem baseados em tendências, ao invés de utilizar dados absolutos.

Caso você opte pelo Roll-up Report, ressalto que para isso é necessário fazer alterações no seu código de acompanhamento do GA (também chamado de GATC). Detalhes sobre esse tipo de relatório você encontrará nos próximos posts.

Usando propriedades separadas, os visitantes do seu site principal serão contados novamente como visitantes do seu blog, por exemplo. Para resolver isso, você pode marcar com um cookie os visitantes que já estiveram em alguma instância do seu site, a fim de reidentifica-los posteriormente por meio de variáveis ou dimensões personalizadas. Assim, quando ele voltar, ele será identificado devido a presença do cookie.

Claro que se o usuário desabilita ou apaga os cookies de seu computador, os dados dos seus relatórios e do Google Analytics em geral sofrerão deturpações.

Como você já deve ter percebido, toda decisão desencadeia uma relação de prós e contras que devem ser avaliados conforme os objetivos a serem atingidos e os dados pertinentes às suas tomadas de decisão.

De qualquer forma, dados provenientes de Webanálise representam uma tendência e devido à possibilidade do usuário desabilitar ou apagar os cookies de seu computador, os números absolutos nunca são 100% confiáveis.

Mas posso assegurar que essa tendência é valiosa o bastante para nortear suas decisões e compreender melhor seus usuários, clientes e potenciais clientes.

Leia também:

06 fevereiro, 2014

Criar uma conta no Google Analytics

Se você tem um website, nada faz mais sentido do que saber o que acontece por lá. Quem são os seus visitantes? De onde eles acessam o seu site? Quais são suas páginas mais populares? Quais foram os caminhos utilizados para chegar ao seu site? Entre tantas outras perguntas que, com certeza, surgirão com o tempo.

Para isso, é necessário ter uma Web-Analyse-Tool, ou seja, uma ferramenta que lhe ofereça a oportunidade de realizar uma Web Análise do seu site. Fique à vontade para escolher a ferramente que melhor atende as suas necessidades, como eu já comentei no post Tool para Web Análise: free ou paga?. Considerando que você tenha optado pelo Google Analytics, segue hoje tudo o que você precisa saber para criar uma conta no Google Analytics e comerçar imediatamente a analisar seu website e seus leitores e/ou clientes.

Google Analytics para iniciantes
Fig. 01 – Google Analytics para iniciantes

 

Como criar uma conta no Google Analytics?

 

  1. Acesse a página do Google Analytics: www.google.com/analytics/
  2.  

  3. Para quem ainda não tem uma conta, clique no botão "Criar uma conta", como você pode ver na figura abaixo.
  4.  

    Criar uma conta no Google Analytics
    Fig. 02 – Criar uma conta no Google Analytics

     

  5. Você será redirecionado para a página de login. Caso você já possua uma conta do Google, basta fazer o login. Senão, clique em "criar uma conta".

 

Criar uma conta no Google
Fig. 03 – Criar uma conta no Google

 

  • Atenção:
  • Ao fazer isso, você também terá acesso a todos os outros produtos do Google como Google Drive, Google+, Youtube etc.
  • Para ter uma conta do Google, você não precisa necessariamente ter um e-mail Google ou Googlemail, como você pode ver abaixo.

 

Como criar uma conta no Google
Fig. 04 – Como criar uma conta no Google

 

  1. Um e-mail será enviado para o endereço eletrônico informado. Acesse o e-mail e clique no link de confirmação para ativar sua conta.
  2.  

  3. Finalmente, teste se sua conta foi ativa com sucesso. Acesse a página do GA novamente e clique em "Fazer login".
  4.  

  5. Agora, é necessário criar uma conta no GA. Clique em "Inscreva-se". Na nova página, preencha as informações pertinentes ao seu website ou aplicativo para celular, como segue no exemplo.
  6.  

    Definindo os dados de sua conta no Google Analytics
    Fig. 05 – Definindo os dados de sua conta no Google Analytics

     

  7. Após aceitar os termos de serviço, você receberá o código de acompanhamento do GA, algo como UA-XXXXXXXX-X. O snippet, ou seja, o fragmento de código recebido deverá ser incorporado antes do fechamento da Tag cabeçalho, ou seja, antes da Tag /head de todas as páginas do seu site. Com isso, você estará habilitando o Google a monitorar informações sobre o seu website e seus visitantes.

 

<!-- Google Universal Analytics -->
<script>
(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){
(i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o),
m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m)
})(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga');

ga('create', 'UA-XXXXXXXX-1', 'my-site.co.uk'); ga('send', 'pageview');

</script>
<!-- End Google Universal Analytics -->

 

  • Atenção:
  • Se você tiver um site de comércio eletrônico, mais tarde será necessário fazer algumas alterações adicionais, que eu esclarecerei num próximo post.

 

  1. O próximo passo é se certificar de que o Google Analytics foi integrado com sucesso ao seu site. As informações podem demorar até 24 horas até possam ser visualizadas nos relatórios padrões do GA. Muitas vezes, esse processo demora de 3 a 4 horas.

    Entretanto, logo após a incorporação do código de acompanhamento, você pode usar o relatório "Tempo Real" para testar o sucesso ou insucesso dessa integração. Logue-se no GA e acesse o relatório "Tempo Real > Visão Geral". Depois acesse o seu próprio site e clique em algumas páginas. Se a integração tiver sido realizada com sucesso, o relatório "Tempo Real > Visão Geral" registrará as atividades realizadas por você e outras que estiverem ocorrendo no seu site naquele momento, algo parecido com a figura abaixo.

    Se isso acontecer, parabéns! O Google Analytics foi integrado com sucesso.
  2.  

    Relatório Tempo Real > Visão Geral
    Fig. 06 – Relatório Tempo Real > Visão Geral

     

  3. O próximo passo é configurar sua conta do GA e inserir alguns Filtros ′must have′ aos seus perfis. Informações sobre o assunto serão postadas em breve.
  4.  

  5. Enquanto isso, navegue pelas guias e relatórios do GA e vá se familiarizando com suas funcionalidades. A melhor maneira de aprender é praticar!

 

Todos os relatórios contam com um tópico de ajuda no canto superior direito sob a figura de um capelo (vulgo, chapeu de formando), conforme destacado na figura anterior.

Se você não conseguir visualizar os dados no relatório "Tempo Real > Visão Geral", recapitule se tudo foi feito como orientado nesse tutorial ou contate-me via Google+ ou por e-mail.

 

Curiosidades:

Recentemente (jan/2014) o Google aumentou o limite de contas do Google Analytics por usuário. Agora, cada usuário pode criar até 100 contas em um único login. Antigamente, esse número se limitava a 25 contas. Mas isso já é coisa do passado!

Além disso, você ainda pode ser administrador de inúmeras contas do GA, desde que seja convidado por outro administrador. Isso não influencia o limite de 100 contas por usuário, o que pode contribuir para ampliar o número de contas visualizadas na guia de Administração.